Calculadora de Desconto do INSS
O INSS é a contribuição previdenciária descontada do salário — progressiva, cobrada por faixas. Veja quanto sai do seu bruto em 2026 e a alíquota efetiva, sempre menor que a alíquota da última faixa.
Seus dados
Resultado
- Alíquota efetiva% real que sai do seu salário
- 8,29%
- Salário após o INSSantes do IRRF
- R$ 2.751,40
| Faixa salarial | Alíquota | Base nesta faixa | Contribuição |
|---|---|---|---|
| Até R$ 1.621,00 | 7,5% | R$ 1.621,00 | R$ 121,57 |
| R$ 1.621,01 a 2.902,84 | 9% | R$ 1.281,84 | R$ 115,37 |
| R$ 2.902,85 a 4.354,27 | 12% | R$ 97,16 | R$ 11,66 |
A alíquota não é uma só: cada pedaço do salário paga a sua
Este é o ponto que quase todo mundo lê errado. O desconto do INSS não é uma alíquota única aplicada sobre o salário inteiro. A contribuição é progressiva por faixa: o salário é fatiado em trechos, e cada trecho é tributado pela alíquota da faixa em que ele cai. A mecânica fica clara com números redondos e propositalmente inventados. Imagine duas faixas: 10% sobre o que vai até R$ 1.000 e 20% sobre o que passa disso. Quem ganha R$ 1.500 não paga 20% de R$ 1.500. Paga 10% sobre os primeiros R$ 1.000 (R$ 100) mais 20% sobre os R$ 500 seguintes (R$ 100) — R$ 200 no total, e não R$ 300. É exatamente assim que a tabela real funciona, com quatro faixas em vez de duas. A tabela de resultados desta página mostra o cálculo aberto: quanto do seu salário caiu em cada faixa, com qual alíquota e quanto aquele trecho gerou de contribuição. Somando as linhas, você chega ao desconto total. Um efeito prático disso: subir de faixa nunca faz você levar menos para casa. Só o valor que ultrapassa o limite anterior é tributado mais caro.
Por que a alíquota efetiva é sempre menor que a nominal
A alíquota efetiva é a divisão do desconto total pelo salário bruto — a porcentagem que de fato saiu do seu bolso. Ela é o número honesto, e é sempre menor que a alíquota da faixa mais alta que você alcançou.
No exemplo inventado acima, quem ganha R$ 1.500 está "na faixa de 20%", mas a alíquota efetiva é 200 ÷ 1.500 ≈ 13,3%. Dizer que essa pessoa "paga 20% de INSS" é errado por uma margem grande.
A distância entre a nominal e a efetiva encolhe conforme o salário cresce dentro da mesma faixa, porque o trecho tributado no topo passa a pesar mais no total. Ela nunca chega a zero, porém: enquanto existirem faixas abaixo com alíquotas menores, a efetiva fica presa abaixo da nominal.
É por isso que a página mostra a efetiva como resultado próprio. Para conferir o holerite ou comparar propostas, é ela que serve — não a alíquota da faixa.
O teto trava os dois lados
A contribuição do empregado tem um teto salarial. Sobre a parcela de salário que ultrapassa esse limite não incide contribuição alguma, então o desconto congela num valor máximo — a calculadora usa hoje o teto de contribuição de R$ 988,09, valor que é atualizado a cada exercício junto com a tabela. Quem ganha muito acima do teto contribui, em reais, o mesmo que quem ganha exatamente o teto. A alíquota efetiva desse grupo despenca conforme o salário sobe: o numerador está travado e o denominador não. O teto corta dos dois lados, e essa é a parte que costuma ficar de fora da conversa. O benefício futuro pago pelo regime geral também respeita um limite — a contribuição limitada corresponde a um benefício limitado. Quem quer renda de aposentadoria acima desse patamar precisa buscá-la fora do regime geral, e a decisão sobre isso é individual e depende de um monte de fatores que esta página não conhece.
Onde o INSS entra no holerite
A ordem dos descontos importa. O INSS incide sobre o salário de contribuição e é abatido primeiro. Só depois vem o IRRF, e a base do imposto de renda já vem descontada do INSS — por isso o INSS reduz duas vezes: uma vez direto e outra vez indireta, ao encolher a base do IR. O salário de contribuição não é necessariamente o salário-base do contrato. Parcelas de natureza salarial pagas com habitualidade — horas extras, adicionais de periculosidade, insalubridade e noturno, comissões — entram na base. Verbas de natureza indenizatória, em regra, não entram. A classificação de cada rubrica é matéria de norma e de jurisprudência, e o holerite é quem mostra o que a sua empresa considerou. O 13º salário tem cálculo separado: não se soma ao salário do mês para efeito de INSS, e é tributado por si mesmo, com a sua própria progressão e o seu próprio teto. Para o valor final que cai na conta, com IRRF e demais descontos, use a calculadora de salário líquido — esta página isola apenas a parcela previdenciária.
Quem não usa esta tabela, e por que os valores mudam todo ano
Esta é a tabela do segurado empregado (inclusive o doméstico) e do trabalhador avulso, descontada na folha pelo empregador, que é quem faz o recolhimento. Outras categorias seguem regras próprias: o MEI recolhe um valor fixo dentro do DAS; o contribuinte individual e o facultativo têm alíquotas e planos próprios, com bases de cálculo distintas. Aplicar esta tabela a eles dá resultado errado. Os limites das faixas e o teto são reajustados a cada ano, em regra acompanhando o reajuste do salário mínimo e a atualização dos benefícios. As alíquotas em si mudam com menos frequência, mas os valores em reais mudam sempre — é o que faz qualquer número copiado de um texto do ano passado virar erro silencioso. A calculadora carrega a tabela vigente indicada no topo da página. Antes de usar o resultado para algo que dependa de exatidão — conferência de rescisão, planejamento, discussão com o RH —, confirme a tabela do exercício corrente no INSS e compare com o seu holerite, que é o documento que vale.
Resultado informativo e educativo. Não substitui aconselhamento profissional.
Perguntas frequentes
Fontes
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