Próxima Revisão do Carro
Manter a revisão em dia preserva a garantia e evita quebras caras. Informe a quilometragem atual, a da última revisão e o intervalo recomendado para saber quando cai a próxima — em km e em meses, pela sua média rodada.
Seus dados
Resultado
- Km restantes
- 3.000
- Meses restantes (estimado)
- 3
- Situação
- Em dia
| Revisão | Quilometragem |
|---|---|
| 1ª próxima revisão | 50.000 |
| 2ª próxima revisão | 60.000 |
| 3ª próxima revisão | 70.000 |
O que vier primeiro: quilometragem ou tempo
Todo plano de manutenção tem dois gatilhos simultâneos, e o que vale é o que chegar antes: a quilometragem acumulada ou o prazo em meses desde a última revisão. Quem roda muito bate o limite de km bem antes do prazo. Quem roda pouco é levado à oficina pelo calendário, mesmo com o hodômetro quase parado — e essa é a parte que mais gente ignora, achando que carro pouco usado não precisa de manutenção. Precisa, e por um motivo químico. O óleo do motor se degrada por oxidação e por contaminação, não apenas por quilometragem: acumula água de condensação, resíduos de combustão e combustível não queimado, e perde propriedades mesmo parado na garagem. Fluido de freio é higroscópico e absorve umidade do ar com o tempo, o que reduz o ponto de ebulição. Pneus envelhecem por ação do ozônio e da radiação ultravioleta, ganhando microfissuras independentemente do uso. Esta calculadora trabalha o gatilho da quilometragem e traduz o resultado em meses pela sua média mensal rodada. Se o gatilho de tempo do seu plano chegar antes, é ele que manda.
Por que o intervalo varia tanto
Não existe um intervalo universal, e usar o do carro do vizinho é um mau atalho. O número depende da especificação do óleo exigida pelo motor, da presença de turbo, do sistema de injeção, do tipo de filtro e do projeto do conjunto — variáveis que mudam de motorização para motorização, às vezes dentro da mesma marca. Motores modernos com óleos sintéticos de especificação mais alta costumam admitir intervalos maiores que motores mais antigos com óleo mineral. O documento que responde é o manual do proprietário ou o plano de manutenção do modelo, e ele traz mais do que o intervalo: traz o que é inspecionado, o que é trocado e em que revisão. Nem toda revisão é igual — algumas são apenas inspeção com troca de óleo e filtro, outras incluem itens de vida longa. E há componentes com prazo próprio, fora da grade regular: correia dentada e seus tensores, fluido de freio, fluido de arrefecimento, correia acessória, velas. O intervalo desses itens está no manual e costuma ser expresso em km ou em anos, novamente pelo que vier primeiro. Estourar o prazo de uma correia dentada em motor de interferência é o tipo de economia que termina em motor aberto. Substitua o valor padrão do campo acima pelo intervalo do seu carro.
Uso severo encurta o intervalo
A maioria dos manuais traz duas grades: a normal e a de condições severas de uso. E a definição de severo costuma pegar as pessoas de surpresa, porque descreve exatamente a rotina urbana brasileira. Entram nessa categoria, entre outros: trajetos curtos e repetidos, em que o motor não chega à temperatura de trabalho; trânsito congestionado com longos períodos em marcha lenta; uso em estradas de terra ou ambiente com muita poeira; região litorânea, pela maresia; reboque de carga ou trailer; e uso comercial, como táxi ou aplicativo. O trajeto curto é o mais subestimado. Antes de atingir a temperatura ideal, o motor trabalha com mistura mais rica, e parte do combustível não queimado desce para o cárter e dilui o óleo. Água de condensação não evapora. Quem faz cinco quilômetros por dia pode estar castigando mais o óleo do que quem faz cinquenta em rodovia. Se a sua rotina se encaixa em qualquer desses casos, use no campo acima o intervalo reduzido previsto no manual, não o padrão.
Revisão, garantia e o termo escrito
A relação entre manutenção e garantia é contratual, e o documento que a define tem regra própria no Código de Defesa do Consumidor. O art. 50 do CDC estabelece que a garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito. O parágrafo único exige que esse termo seja padronizado e esclareça, de maneira adequada, em que consiste a garantia, a forma, o prazo e o lugar em que pode ser exercida e os ônus a cargo do consumidor, entregue no ato do fornecimento junto com o manual de instruções. Ou seja: o que a montadora pode exigir de você para manter a garantia tem de estar escrito ali, de forma clara. Se o termo condiciona a garantia à realização das revisões no plano de manutenção, essa é a condição que vale — e ela é verificável, não presumida. Leia o termo antes de decidir onde fazer a manutenção. A garantia legal, independente da contratual, está no art. 26: o direito de reclamar por vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em 90 dias para produtos duráveis, contados da entrega efetiva; em vício oculto, o prazo se inicia no momento em que o defeito fica evidenciado. Além da garantia, há o efeito na revenda: histórico de manutenção documentado é argumento de preço, e sua ausência é argumento de desconto.
O custo de rodar mal conservado
Adiar revisão parece economia até a primeira conta. Itens de manutenção são baratos comparados ao que protegem. Óleo degradado acelera o desgaste de mancais e comandos; filtro de ar saturado prejudica a queima e o consumo; pastilha no fim danifica o disco; fluido de freio velho reduz o ponto de ebulição e compromete a frenagem em descidas longas. Em todos esses casos, o item que falhou custa uma fração do conjunto que ele levou junto. Há também um custo regulatório. Pelo art. 230, inciso XVIII do Código de Trânsito Brasileiro, conduzir veículo em mau estado de conservação, comprometendo a segurança, ou reprovado na avaliação de inspeção de segurança e de emissão de poluentes e ruído, é infração de natureza grave, com penalidade de multa e medida administrativa de retenção do veículo para regularização. A calculadora sinaliza três situações — em dia, revisão próxima e revisão atrasada — considerando próxima quando faltam 10% ou menos do intervalo. É um aviso de agenda: use-o para marcar com antecedência, não para chegar no limite.
Perguntas frequentes
Fontes
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